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sábado, 23 de abril de 2011

Hubble celebra 21 anos com imagem de colisão galáctica

O telescópio foi levado à órbita da Terra em 20 de abril de 1990, pelo ônibus espacial Discovery


Foto: HST/Nasa-ESA

O conjunto de galáxias Arp 273, escolhido para celebar a maioridade do telescópio espacial
Para festejar os 21 anos da chegada do Telescópio Espacial Hubble ao espaço, astrônomos apontaram o observatório para um grupo especialmente fotogênico de galáxias, chamado Arp 273.
A maior das duas galáxias espirais do grupo, UGC 1810, tem seu disco distorcido pela atração gravitacional da irmã menor, UGC 1813. A faixa de brilhantes azuis na margem direita da imagem é formado pela luz combinada de aglomerados de estrelas jovens, que brilham intensamente em luz ultravioleta.
A galáxia menor, que aparece com a borda voltada para o observador, mostra sinais de intensa formação de estrelas em seu núcleo. A galáxia maior tem cerca de cinco vezes a massa de sua companheira. O conjunto Arp 273 fica na constelação de Andrômeda e se encontra a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra.
O Hubble foi levado ao espaço em 20 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mapa da Gravidade da Terra

A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou, nesta quinta-feira (31), o mapa mais preciso já feito até hoje da gravidade da Terra. As informações foram coletadas durante dois anos pelo satélite Goce. O modelo, chamado de geoide, mostra minunciosamente que a Terra não é completamente redonda.

Veja como é a superfície da Terra considerando a gravidade sem a ação de marés e de correntes oceânicas:


O satélite Goce foi lançado em março de 2009 e já recolheu mais de 12 meses de dados sobre a gravidade. De acordo com a Esa, essas informações são essenciais para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo – e para entender como são afetados pelas mudanças climáticas.

A Esa também explica que os dados podem ajudar a entender mais profundamente os processos que causam terremotos, como o evento que assolou o Japão no dia 11 de março. Isso porque os terremotos criam “rastros” na gravidade, o que poderia ser usado para entender o processo que conduz catástrofes naturais e, assim, prevê-los.

A ideia dos pesquisadores da Esa é continuar medindo a gravidade até o final de 2012. O satélite Goce, responsável pelos dados, pesa uma tonelada e orbita a baixa altitude. Ele usa um equipamente específico para medir a gravidade.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nasa apresenta pela 1ª vez imagens completas do Sol

A Nasa, agência espacial americana, apresentou imagens inéditas da superfície solar e de sua atmosfera em toda a sua dimensão esférica. Elas fornecem uma visão do astro e podem ajudar na previsão do clima.
"Pela primeira vez, podemos observar a atividade solar em 3-D", disse um cientistas da Nasa.
O trabalho é resultado das observações realizadas por duas sondas solares do Observatório de Relações Solares-Terrestres (Stereo, na sigla em inglês), que a Nasa lançou em 2006.
As sondas foram enviadas a pontos diametralmente opostos do Sol para estudar como o fluxo de energia e de matéria solar afeta a Terra.
"As novas imagens ajudarão a melhorar o planejamento de futuras missões de naves espaciais robóticas ou com tripulação para o Sistema Solar", afirmou a Nasa em comunicado
Nasa/Efe
Imagem frente e verso do Sol tirada por sondas solares da Nasa; "rachadura" equivale à junção das fotos
Imagem frente e verso do Sol tirada por sondas solares da Nasa; "rachadura" equivale à junção das fotos

Sonda fotografa nebulosa colorida remanescente de supernova

A sonda norte-americana Wise fotografou uma nebulosa colorida (chamada em inglês de nebulosa Jellyfish) que é remanescente da supernova IC 443, esta particularmente interessante por fornecer dados sobre como as explosões estelares interagem com o ambiente.
Assim como outros seres vivos, as estrelas têm um ciclo de vida que passa pelo nascimento, amadurecimento e eventualmente chega à morte, recebendo o nome de supernova.
A IC 443 são os restos de uma estrela que virou uma supernova entre 5.000 a 10 mil anos atrás, estimam os cientistas.
No canto esquerdo superior da imagem, vê-se um composto de filamentos formado por ferro, neônio e silício que emitem luz, além de partículas de poeira, todas aquecidas devido à explosão da supernova.
A área de cor turquesa brilhante, na metade inferior da imagem, é constituída por aglomerados densos com poeira aquecida e hidrogênio que também emitem luz.
Já a parte verde é uma nuvem que corta a IC 443 do noroeste para o sudeste.
Todas as nuances da IC 443 foram captadas por infravermelhos e a foto divulgada no último fim de semana pela Nasa, a agência espacial americana.
Nasa
Imagem feita pela sonda norte-americana Wise de uma nebulosa colorida, ou nebulosa Jellyfish, em inglês
Imagem feita pela sonda norte-americana Wise de uma nebulosa colorida, ou nebulosa Jellyfish, em inglês

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Galaáxia mais distante

Um grupo de astrônomos descobriu uma galáxia que pode ser a mais distante detectada até o momento. Ela está situada a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz, segundo estudo publicado pela revista científica "Nature".
Uma equipe de astrônomos que analisava imagens cósmicas registradas pelo telescópio espacial Hubble aumentou seu alcance até 480 milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha 4% de sua idade atual.
"Estamos nos aproximando das primeiras galáxias, que achamos que foram formadas entre 200 milhões e 300 milhões de anos depois do Big Bang", ressaltou Garth Illingworth, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia (EUA) e um dos autores do estudo.
Nasa
No destaque, galáxia com 13,2 bilhões de anos-luz; ela pode ser a mais distante já encontrada, segundo estudo da "Nature"
No destaque, galáxia com 13,2 bilhões de anos-luz; ela pode ser a mais distante já encontrada, segundo estudo da "Nature"
Em sua pesquisa, Illingworth e Rychard Bouwens, da Universidade de Leiden (Holanda), utilizaram dados do Hubble reunidos pela câmara Wide Field Camera 3 (WFC3).
Os astrônomos observaram as mudanças que se produziram nas galáxias de 480 milhões a 650 milhões de anos depois do Big Bang e detectou que a taxa de nascimento das estrelas no Universo aumentou cerca de dez vezes durante esse período de 170 milhões de anos. Para Illingworth, isso é um "aumento assombroso em um período de tempo tão curto, somente 1% da idade atual do Universo".
Os astrônomos também registraram mudanças significantes no número de galáxias detectadas. "Nossas buscas anteriores tinham encontrado 47 galáxias quando o Universo possuía cerca de 650 milhões de anos", disse Illingworth. Ele acrescentou que "o Universo está mudando muito rapidamente em um período de tempo muito curto".
Já Bouwens afirmou que os resultados dos estudos são consistentes com a imagem hierárquica da formação das galáxias, segundo a qual estas cresceram e se uniram sob a influência gravitacional da matéria escura.
Para chegar à nova descoberta, os astrônomos calcularam a distância de um objeto no espaço com base em seu "deslocamento rumo ao vermelho", fenômeno que ocorre quando a radiação eletromagnética --normalmente a luz visível-- que se emite de um objeto tende ao vermelho no final do espectro.
Sua medida é considerada pela comunidade astronômica internacional como o procedimento mais confiável para calcular distâncias espaciais --a galáxia recém-descoberta alcançou um nível provável de "redshift" (desvio rumo ao vermelho) de 10,3 pontos.
Os especialistas acrescentaram que a galáxia em questão é pequena se for comparada às enormes já vistas no Universo, como a Via Láctea, pelo menos cem vezes maior.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1º ExoPlaneta Rochoso

Anunciado o primeiro exoplaneta comprovadamente rochoso. Certamente esse campo da astronomia é um dos mais dinâmicos, cheio de surpresas e novidades nos últimos anos. Como disse, é o primeiro…muita coisa ainda vem por aí!
A seguir o  texto que considerei o melhor sobre o tema escrito por Hamish Johnston ,editor do physicsworld.com e que traduzi para este post.
http://physicsworld.com/cws/article/news/44745
Tradução adaptada.
O vídeo é da Nasa e está em inglês, mas acredito que após a leitura do artigo, se torne de fácil compreensão mesmo para quem não domina o idioma.
Criação artística para Kepler-10-b - Crédito NASA

O primeiro planeta rochoso foi finalmente descoberto pelo telescópio Kepler da Nasa , de acordo com a chefe  da missão Natalie Batalha.O planeta se chama Kepler-10b , possui uma densidade semelhante a do ferro , tornando-o muito mais denso do que nosso planeta. O exoplaneta orbita sua estrela a aproximadamente 560 anos luz da Terra.
Kepler-10b está aproximadamente 20 vezes mais próximo de sua estrela do que Mercúrio está do Sol – e como resultado espera-se que a temperatura de sua superfície possa chegar aos 1400 °C. Está sempre com o mesmo lado voltado para sua estrela e provavelmente possui oceanos de rocha derretida no seu lado dia e um lado noite sólido, de acordo com Batalha.Tem um período orbital de 0,84 dias e sua estrela tem um tamanho similar ao do Sol.
Desde a descoberta do primeiro exoplaneta em 1995, mais de 500 outros foram revelados.  Embora a maioria deles sejam gigantes gasosos como Júpiter, astrônomos estão conseguindo encontrar exoplanetas menores que poderiam se assemelhar à Terra. Antes de Kepler-10b ter sido identificado, o candidato mais forte era Corot-7b – que pode, sem dúvida, ser rochoso-  mas como sua estrela é muito ativa, torna-se difícil determinar sua densidade
Três medições básicas
Kepler-10b, entretanto é um caso muito diferente porque sua estrela é muito velha – aproximadamente 8 bilhões anos – o que significa que é muito mais calma e mais fácil de se lidar . A equipe determinou a densidade do planeta fazendo três observações diferentes: Primeiro, determinaram seu raio relativamente ao da estrela, medindo quanta luz é bloqueada quando ele transita entre a Terra e a estrela. Depois determinaram sua massa (novamente em relação à estrela) medindo  a oscilação da estrela causada pela órbita do planeta. O passo final e crucial era deterninar o raio e a massa da estrela, o que foi feito medindo-se a freqüência vibracional dos tremores, abalos na estrela (“starquakes”).  Ao juntar todos os dados, a equipe concluiu que a densidade do planete é de cerca de 8,8 g/cm3, que se assemelha à densidade de Mercúrio. “Este é o primeiro inquestionável planeta rochoso,” disse Batalha . “Sua descoberta é um marco importante para a humanidade”, ela acresentou.
Temperaturas à noite e de dia
Batalha disse que a equipe está estudando a quantidade de luz que atinge o telescópio durante o trânsito do planeta. Isto possibilitaria os pesquisadores determinar as temperaturas do dia e da noite na superfície do planeta. Embora  Kepler-10b seja similar à Terra em certos aspectos , não se encontra na zona habitável em torno de sua estrela, onde a vida poderia emergir –  é quente demais para abrigar vida como nós a conhecemos.
Um mistério que ronda Kepler-10b é como pode estar tão próxima de sua estrela. Edward Guinan do Villanova University, acredita que ele seja  resto de um gigante gasoso como Júpiter que chegou tão próximo a sua estrela que o gás foi varrido, sobrando apenas o núcleo rochoso .
Veja este vídeo que sintetiza o texto acima.


 http://www.youtube.com/watch?v=om8a5gkTDQI&feature=player_embedded

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Telescópios mostram a vida de estrelas

Imagens combinadas do telescópio espacial de infravermelho Herschel e do XMM-Newton de raios-X, apresentadas na terça-feira pela ESA (sigla em inglês da agência espacial europeia), mostram o ciclo vital das estrelas, desde a formação até sua morte.
As imagens são da galáxia de Andrômeda e foram tiradas no dia do Natal de forma quase simultânea pelos dois observatórios. A ESA mostrou uma série de fotos, as do Herschel, as do XMM-Newton, uma combinação de ambas, outras ópticas e uma mistura de todas.
As tiradas pelo Herschel mostram o pó frio da galáxia que se acende depois de ser aquecido pelas estrelas nascentes e acaba formando círculos de cor cobre.
Nas imagens em raios-X captadas pelo XMM-Newton, vê-se o que a ESA chama de "ponto final da evolução estelar": restos da explosão de uma estrela (supernova) e objetos que evoluem em um sistema binário --dois corpos celestes tão próximos que acabam ligados pela força gravitacional.

Efe
Agência espacial europeia capta imagens da galáxia de Andrômeda feitas por dois telescópios
Agência espacial europeia capta imagens da galáxia de Andrômeda feitas por dois telescópios
Alguns destes objetos são buracos negros formados após o desaparecimento de um sol de grandes proporções que gravita em torno de uma estrela normal.
Em raios-X, Andrômeda aparece como um conjunto de luzes azuis, que são estrelas concentradas na região central.
Na imagem combinada aparece uma luz vermelha cuja fonte são objetos de pouca massa que emitem raios-X de pouca intensidade.
Estes objetos podem ser o que se conhece como estrelas novas, que na realidade são sóis em processo de explosão cuja luminosidade aumenta consideravelmente; por isso foram chamadas estrelas novas, porque com um telescópio tradicional não eram vistas até que explodiam e pareciam que estavam nascendo.
Ao lado destas estrelas novas aparecem anãs brancas, um remanescente estelar que gradualmente atrai o material de sua companheira de maior tamanho.