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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sonda fotografa nebulosa colorida remanescente de supernova

A sonda norte-americana Wise fotografou uma nebulosa colorida (chamada em inglês de nebulosa Jellyfish) que é remanescente da supernova IC 443, esta particularmente interessante por fornecer dados sobre como as explosões estelares interagem com o ambiente.
Assim como outros seres vivos, as estrelas têm um ciclo de vida que passa pelo nascimento, amadurecimento e eventualmente chega à morte, recebendo o nome de supernova.
A IC 443 são os restos de uma estrela que virou uma supernova entre 5.000 a 10 mil anos atrás, estimam os cientistas.
No canto esquerdo superior da imagem, vê-se um composto de filamentos formado por ferro, neônio e silício que emitem luz, além de partículas de poeira, todas aquecidas devido à explosão da supernova.
A área de cor turquesa brilhante, na metade inferior da imagem, é constituída por aglomerados densos com poeira aquecida e hidrogênio que também emitem luz.
Já a parte verde é uma nuvem que corta a IC 443 do noroeste para o sudeste.
Todas as nuances da IC 443 foram captadas por infravermelhos e a foto divulgada no último fim de semana pela Nasa, a agência espacial americana.
Nasa
Imagem feita pela sonda norte-americana Wise de uma nebulosa colorida, ou nebulosa Jellyfish, em inglês
Imagem feita pela sonda norte-americana Wise de uma nebulosa colorida, ou nebulosa Jellyfish, em inglês

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Galaáxia mais distante

Um grupo de astrônomos descobriu uma galáxia que pode ser a mais distante detectada até o momento. Ela está situada a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz, segundo estudo publicado pela revista científica "Nature".
Uma equipe de astrônomos que analisava imagens cósmicas registradas pelo telescópio espacial Hubble aumentou seu alcance até 480 milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha 4% de sua idade atual.
"Estamos nos aproximando das primeiras galáxias, que achamos que foram formadas entre 200 milhões e 300 milhões de anos depois do Big Bang", ressaltou Garth Illingworth, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia (EUA) e um dos autores do estudo.
Nasa
No destaque, galáxia com 13,2 bilhões de anos-luz; ela pode ser a mais distante já encontrada, segundo estudo da "Nature"
No destaque, galáxia com 13,2 bilhões de anos-luz; ela pode ser a mais distante já encontrada, segundo estudo da "Nature"
Em sua pesquisa, Illingworth e Rychard Bouwens, da Universidade de Leiden (Holanda), utilizaram dados do Hubble reunidos pela câmara Wide Field Camera 3 (WFC3).
Os astrônomos observaram as mudanças que se produziram nas galáxias de 480 milhões a 650 milhões de anos depois do Big Bang e detectou que a taxa de nascimento das estrelas no Universo aumentou cerca de dez vezes durante esse período de 170 milhões de anos. Para Illingworth, isso é um "aumento assombroso em um período de tempo tão curto, somente 1% da idade atual do Universo".
Os astrônomos também registraram mudanças significantes no número de galáxias detectadas. "Nossas buscas anteriores tinham encontrado 47 galáxias quando o Universo possuía cerca de 650 milhões de anos", disse Illingworth. Ele acrescentou que "o Universo está mudando muito rapidamente em um período de tempo muito curto".
Já Bouwens afirmou que os resultados dos estudos são consistentes com a imagem hierárquica da formação das galáxias, segundo a qual estas cresceram e se uniram sob a influência gravitacional da matéria escura.
Para chegar à nova descoberta, os astrônomos calcularam a distância de um objeto no espaço com base em seu "deslocamento rumo ao vermelho", fenômeno que ocorre quando a radiação eletromagnética --normalmente a luz visível-- que se emite de um objeto tende ao vermelho no final do espectro.
Sua medida é considerada pela comunidade astronômica internacional como o procedimento mais confiável para calcular distâncias espaciais --a galáxia recém-descoberta alcançou um nível provável de "redshift" (desvio rumo ao vermelho) de 10,3 pontos.
Os especialistas acrescentaram que a galáxia em questão é pequena se for comparada às enormes já vistas no Universo, como a Via Láctea, pelo menos cem vezes maior.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1º ExoPlaneta Rochoso

Anunciado o primeiro exoplaneta comprovadamente rochoso. Certamente esse campo da astronomia é um dos mais dinâmicos, cheio de surpresas e novidades nos últimos anos. Como disse, é o primeiro…muita coisa ainda vem por aí!
A seguir o  texto que considerei o melhor sobre o tema escrito por Hamish Johnston ,editor do physicsworld.com e que traduzi para este post.
http://physicsworld.com/cws/article/news/44745
Tradução adaptada.
O vídeo é da Nasa e está em inglês, mas acredito que após a leitura do artigo, se torne de fácil compreensão mesmo para quem não domina o idioma.
Criação artística para Kepler-10-b - Crédito NASA

O primeiro planeta rochoso foi finalmente descoberto pelo telescópio Kepler da Nasa , de acordo com a chefe  da missão Natalie Batalha.O planeta se chama Kepler-10b , possui uma densidade semelhante a do ferro , tornando-o muito mais denso do que nosso planeta. O exoplaneta orbita sua estrela a aproximadamente 560 anos luz da Terra.
Kepler-10b está aproximadamente 20 vezes mais próximo de sua estrela do que Mercúrio está do Sol – e como resultado espera-se que a temperatura de sua superfície possa chegar aos 1400 °C. Está sempre com o mesmo lado voltado para sua estrela e provavelmente possui oceanos de rocha derretida no seu lado dia e um lado noite sólido, de acordo com Batalha.Tem um período orbital de 0,84 dias e sua estrela tem um tamanho similar ao do Sol.
Desde a descoberta do primeiro exoplaneta em 1995, mais de 500 outros foram revelados.  Embora a maioria deles sejam gigantes gasosos como Júpiter, astrônomos estão conseguindo encontrar exoplanetas menores que poderiam se assemelhar à Terra. Antes de Kepler-10b ter sido identificado, o candidato mais forte era Corot-7b – que pode, sem dúvida, ser rochoso-  mas como sua estrela é muito ativa, torna-se difícil determinar sua densidade
Três medições básicas
Kepler-10b, entretanto é um caso muito diferente porque sua estrela é muito velha – aproximadamente 8 bilhões anos – o que significa que é muito mais calma e mais fácil de se lidar . A equipe determinou a densidade do planeta fazendo três observações diferentes: Primeiro, determinaram seu raio relativamente ao da estrela, medindo quanta luz é bloqueada quando ele transita entre a Terra e a estrela. Depois determinaram sua massa (novamente em relação à estrela) medindo  a oscilação da estrela causada pela órbita do planeta. O passo final e crucial era deterninar o raio e a massa da estrela, o que foi feito medindo-se a freqüência vibracional dos tremores, abalos na estrela (“starquakes”).  Ao juntar todos os dados, a equipe concluiu que a densidade do planete é de cerca de 8,8 g/cm3, que se assemelha à densidade de Mercúrio. “Este é o primeiro inquestionável planeta rochoso,” disse Batalha . “Sua descoberta é um marco importante para a humanidade”, ela acresentou.
Temperaturas à noite e de dia
Batalha disse que a equipe está estudando a quantidade de luz que atinge o telescópio durante o trânsito do planeta. Isto possibilitaria os pesquisadores determinar as temperaturas do dia e da noite na superfície do planeta. Embora  Kepler-10b seja similar à Terra em certos aspectos , não se encontra na zona habitável em torno de sua estrela, onde a vida poderia emergir –  é quente demais para abrigar vida como nós a conhecemos.
Um mistério que ronda Kepler-10b é como pode estar tão próxima de sua estrela. Edward Guinan do Villanova University, acredita que ele seja  resto de um gigante gasoso como Júpiter que chegou tão próximo a sua estrela que o gás foi varrido, sobrando apenas o núcleo rochoso .
Veja este vídeo que sintetiza o texto acima.


 http://www.youtube.com/watch?v=om8a5gkTDQI&feature=player_embedded

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Telescópios mostram a vida de estrelas

Imagens combinadas do telescópio espacial de infravermelho Herschel e do XMM-Newton de raios-X, apresentadas na terça-feira pela ESA (sigla em inglês da agência espacial europeia), mostram o ciclo vital das estrelas, desde a formação até sua morte.
As imagens são da galáxia de Andrômeda e foram tiradas no dia do Natal de forma quase simultânea pelos dois observatórios. A ESA mostrou uma série de fotos, as do Herschel, as do XMM-Newton, uma combinação de ambas, outras ópticas e uma mistura de todas.
As tiradas pelo Herschel mostram o pó frio da galáxia que se acende depois de ser aquecido pelas estrelas nascentes e acaba formando círculos de cor cobre.
Nas imagens em raios-X captadas pelo XMM-Newton, vê-se o que a ESA chama de "ponto final da evolução estelar": restos da explosão de uma estrela (supernova) e objetos que evoluem em um sistema binário --dois corpos celestes tão próximos que acabam ligados pela força gravitacional.

Efe
Agência espacial europeia capta imagens da galáxia de Andrômeda feitas por dois telescópios
Agência espacial europeia capta imagens da galáxia de Andrômeda feitas por dois telescópios
Alguns destes objetos são buracos negros formados após o desaparecimento de um sol de grandes proporções que gravita em torno de uma estrela normal.
Em raios-X, Andrômeda aparece como um conjunto de luzes azuis, que são estrelas concentradas na região central.
Na imagem combinada aparece uma luz vermelha cuja fonte são objetos de pouca massa que emitem raios-X de pouca intensidade.
Estes objetos podem ser o que se conhece como estrelas novas, que na realidade são sóis em processo de explosão cuja luminosidade aumenta consideravelmente; por isso foram chamadas estrelas novas, porque com um telescópio tradicional não eram vistas até que explodiam e pareciam que estavam nascendo.
Ao lado destas estrelas novas aparecem anãs brancas, um remanescente estelar que gradualmente atrai o material de sua companheira de maior tamanho.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A década dos planetas e exoplanetas

Os primeiros dez anos deste século mexeram com a astronomia e como as definições de planetas. Veja algumas descobertas

O início do século XXI tornou a tarefa de contar o número de planetas fora do nosso sistema solar complexa. Se até o ano 2000 tínhamos meros 56 exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) atualmente, em 22 de dezembro de 2010, há 515 deles espalhados pelo universo segundo dados do site Enciclopédia de Planetas Extrasolares. E o número cresce exponencialmente: no final de novembro eram 494.
As descobertas são fruto de diversas técnicas que procuram por exoplanetas a partir da Terra e do espaço. Em 2010, a sonda espacial Kepler, enviada ao espaço para detectar planetas de tamanho semelhante à Terra, começou a achar seus primeiros planetas. Até agora encontrou sete, mas tem uma lista de mais de 700 candidatos à espera de análise. Abaixo algumas descobertas relacionadas a exoplanetas nesta década e de um planeta que deixou de ser chamado por este nome.

O planeta que não é mais => Plutão, o menor planeta do sistema solar, foi rebaixado a “planeta-anão” em 2006 pela União Astronômica Internacional. A partir daí, o Sistema Solar passou a ter oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) pois Plutão não se encaixou nas condições necessárias para ser considerado um deles.


Foto: NASA
Plutão passou a ser considerado um "planeta-anão" em 2006
Aqui pode ter água => Em 2007 foi descoberto GLIESE 158c, o primeiro exoplaneta em uma zona habitável, na constelação de Libra. Com raio de 1,5 vezes o da Terra e massa 5 vezes maior, sua temperatura é estimada entre 0° C e 40° C e portanto pode ter água líquida.
Foto: ESA
O GLIESE 158c tem temperaturas entre 0º e 40ºC, parecidas com as da Terra

O pesadão => É detectado o exoplaneta de maior massa, o COROT-3 b, foi encontrado pelos astrônomos em fevereiro de 2008. Ele fica na constelação de Áquila e tem um tamanho semelhante ao de Júpiter embora sua massa seja 21,6 vezes maior do que a dele (e mais de 6.884 vezes maior do que a da Terra).
Foto: ESO
COROT-3 b: o planeta de maior massa já encontrado é do tamanho de Júpiter

Devagar e sempre => O telescópio Hubble detecta em novembro de 2008 o exoplaneta Formalhaut b, na constelação Peixe Austral, que demora nada mais de 876 anos para dar uma volta em torno de sua estrela. Com uma massa 953 vezes maior do que a da Terra, ele também foi o primeiro exoplaneta a ser detectado via imagem direta.
Foto: NASA
O Formalhaut b demora 876 anos terrestres para dar a volta em torno de sua estrela

Ali sim, faz calor => Em abril de 2009 foi descoberto o planeta WASP-12b na constelação Cocheiro. Ele está tão perto de sua estrela WASP-12 que sua temperatura é de cerca de 2,2 mil °C, tornando-o o exoplaneta mais quente já descoberto na Via Láctea. No ano seguinte, o telescópio Hubble descobre que ele está sendo consumido por sua estrela a WASP-12. Foi a primeira vez que um evento deste tipo foi observado com tamanha clareza.


Foto: NASA
Imagem artística da Nasa mostra estrela engolindo o planeta Wasp-12b




Foto: Universidade de Leicester
O Wasp 17b pé um planeta gigante que gira na direção contrária de sua estrela

Ligeirinho =>
O planeta com a órbita mais curta é descoberto. O WASP-19b dá uma volta completa em torno de sua estrela, WASP-19, em 18,9 horas. Ele fica na constelação de Vela e tem uma massa de 1,15 vezes a de Júpiter (e 365 vezes a da Terra). Foi descoberto em dezembro de 2009.



Foto: Universidade de Leicester
Já o Wasp 19 b demora apenas 19 horas para dar a volta completa em sua estrela


Clube dos cinco => A sonda espacial Kepler anuncia a descoberta de cinco exoplanetas de uma vez só, os primeiros detectados pela missão da Nasa. Chamados Kepler 4b,5b,6b,7b e 8b eles tem tamanhos que vão de maiores que Júpiter (Kepler 5b,6b,7b,8b) ao tamanho de Netuno (Kepler 4b). Foram anunciados em janeiro deste ano.
Na foto abaixo, quatro deles e a comparação de seu tamanho com o de Júpiter.


Foto: NASA
A sonda Kepler começa a dar seus primeiros resultados, como a descoberta de vários planetas


Do contra => É descoberto um planeta, WASP-17b, que gira. Ele fica na constelação de Escorpião e é também um dos de maior raio já encontrado, com 1,74 vezes o raio de Júpiter (e 19 vezes o da Terra). É também um dos planetas menos densos já encontrados, o que faz com que tenha uma densidade muito pequena. O WASP-17b foi descoberto em agosto de 2009.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Hubble captura anel gigante de gás no espaço

14/12/2010 - 17h57

Hubble captura anel gigante de gás no espaço

 
O telescópio da Nasa Hubble capturou um enome anel de gás flutuando a 160 mil anos-luz da Terra. Ela tem 18 anos-luz de diâmetro, e esse valor aumenta a 11 milhões de km/h. O anel teve origem em uma grande explosão estrelar na Grande Nuvem de Magalhães.

hubble

Nasa
hubble

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PLANETA ALÉM DA GALÁXA

PLANETA ALÉM DA GALÁXA
 
Um novo planeta acaba de ser descoberto próximo a uma estrela extragaláctica, o que implica que o próprio planeta não tem origem na Via Láctea. A descrição foi feita nesta quinta-feira (18/11) no site da revista Science.

A estrela HIP 13044 está a 2 mil anos-luz da Terra na constelação do Forno. O grupo europeu responsável pela pesquisa identificou o planeta, denominado HIP 13044b, por meio de observações com um espectrógrafo de alta resolução instalado no telescópio MPG/ESO, que fica no Observatório de La Silla, no Chile.

Nos últimos 15 anos, astrônomos detectaram quase 500 planetas em estrelas próximas, mas nenhum fora da Via Láctea. O novo estudo indica que o planeta, apesar de estar na galáxia, foi formado fora dela.

A descoberta questiona a compreensão atual a respeito da formação e da sobrevivência de planetas, uma vez que se trata da primeira vez que um planeta é identificado em órbita de uma estrela muito velha e extremamente pobre em metais.

Até hoje, poucos corpos celestes foram detectados em órbita de estrelas pobres em metais – que contêm poucos elementos além de hidrogênio e hélio – ou de estrelas muito velhas.

Johny Setiawan, do Instituto de Astronomia Max Planck, na Alemanha, e colegas encontraram o planeta gigante em torno de uma estrela desse tipo, que passou da fase de gigante vermelha na evolução estelar – quando estrelas se expandem muitas vezes seu tamanho original.

O HIP 13044b é pouco maior do que Júpiter e completa uma órbita em torno da estrela HIP 13044 em apenas 16 dias. Os pesquisadores estimam que o planeta teve uma órbita mais extensa, mas que se aproximou da estrela quando essa entrou na fase de gigante vermelha.

Outro ponto surpreendente na descoberta é que o HIP 13044b deveria, segundo o conhecimento atual, ter sido engolido pela estrela durante sua expansão. A estrela pertence a um grupo que se formou em uma galáxia satélite da Via Láctea, mas que se separou gravitacionalmente há alguns bilhões de anos, sendo engolida pela galáxia da qual a Terra faz parte.

"Pela primeira vez, pudemos detectar um sistema planetário em uma corrente estelar de origem extragaláctica. Por causa das grandes distâncias envolvidas, não há detecções confirmadas de planetas em outras galáxias, mas essa união cósmica [com a Via Láctea] trouxe um planeta extragaláctico ao nosso alcance", disse Rainer Klement, também do Instituto Max Planck e outro autor do estudo.

O artigo A Giant Planet Around a Metal-Poor Star of Extragalactic Origin (doi: 10.1126/science.1193342), de J. Setiawan e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.